domingo, 10 de julho de 2011

Cronicas de uma noite de rock


A CHEGADA

No dia 25 de junho de 2011 ( sábado ) fui coletar algumas informações para o trabalho da Profª. Claudia Guedes da disciplina Sociologia I referente ao primeiro semestre de 2011.

Já no caminho do Mercado municipal de Aracaju, palco do evento, intitulado Forró Caju e com o slogan de maior evento de forró do Brasil, me deparei com algumas situações atípicas.

Na hora de estacionar o carro, os “seguranças”, entre aspas, pois os mesmos são pessoas comuns que aproveitam a oportunidade da grande festa para se apossar das calçadas, ruas, postos de gasolinas e ganhar dinheiro “cuidando” dos automóveis alheios, o curioso disso tudo é que na hora que estacionei, recebi um ticket que tinha escrito a mão: 10 reais. E o “dono do estacionamento insistia em dizer: - O pagamento tem que ser adiantado, aqui só estaciona pagando antes.

Ano passado passei pela mesma situação e fui à procura de um outro local, mas todos os estacionamentos eram no mesmo valor e a forma de pagamento também eram adiantados, questionei o com o argumento de que se eu tenho que confiar no serviço dele pagando adiantado, por que ele não poderia confiar em mim em pagar depois? O mesmo não soube responder, mas não aceitou minha indagação. Então para não perder tempo fui “curti” minha noite de analise.

Ao chegar à entrada do forró caju percebi que várias pessoas estavam bebendo e conversando do lado de fora da festa, foi quando me encorajei e fui até um grupo de pessoas que ali estava e perguntei por que eles estavam ali e não entravam no evento se do outro lado tinha tudo que tinha do lado de fora com a diferença que dentro eles veriam as atrações e a resposta foi unanime e em tom de coral, “Estamos “no esquento” pra entrar já “calibrado””. Uma situação típica e curiosa, pois o mesmo poderia ser feito “do lado de lá”.

Feito isto, me dirigi para a fila da entrada, outra série de eventos aconteciam, simultaneamente, a cada passo que as pessoas davam em direção à entrada o desconforto era maior, calor, suor, mau cheiro, perfume, creme de cabelo, cheiro de cigarro, dentre outros, além disso, as pessoas ficavam mais eufóricas e preocupadas com a aparência no decorrer da peregrinação “no corredor de funilamento”, elas se penteavam, arrumavam a maquilagem e perguntavam as pessoas que as acompanhavam sobre suas aparências.

O PRIMEIRO CONTATO

Finalmente, do lado de dentro, após uma longa e árdua espera de quase 20 minutos e revista nada confortável dos outros seguranças, estes pagos para cuidar do evento, lá estava eu, na maior festa de forró do Brasil, o Forró Caju.

Aliás, desconforto esse causado pela sensação de sentir a mão do segurança com tanta força como se quisesse me mostrar que ali estava e que precisava ser notado, algo como um ritual de desejo desesperado, algum orgasmo ou coisa do tipo.

Logo na chegada encontrei alguns amigos que, diferente de mim, foram aproveitar a noite bebendo e “pegando ar nega”, aproveitei e usei-os como objeto de analise inicial, perguntei qual era o objetivo de um deles e o mesmo respondeu em alto e bom som: - Só vim pra pegar ar nega, só vou embora quando enjoar, sem contar que vou beber que só a pexte. E essa parecia ser a energia dos outros que os acompanhavam.

Adiantei os meus passos e fui em direção ao palco e à medida em que caminhava o espaço vazio diminuía, nesta hora eu já havia desistido de observar e fui caminhando a procura de algum lugar com menos tumulto. Foi quando por volta das 22h50min o locutor anunciava que dentro de instantes o cantor Fagner subiria ao palco.

Quase que pontualmente, o artista anunciado anteriormente, começava a se apresentar. Então, fixei-me no canto esquerdo da praça de eventos, próximo ao posto do SAMU e observei um casal, estes já com mais idade que os analisados anteriormente, e eles, a medida em que Fagner tocava suas canções com ênfase no amor em demasia o homem beijava a mulher, com o teor de adoração e zelo, esperei mais umas quatro músicas e depois de uma ou duas latas de cerveja, senti coragem para tentar descobrir o que eles tinham a dizer sobre o que estavam fazendo, o que sentia e o que os motivavam.

E na hora que cheguei perto do casal o cantor começou a cantar e tocar uma música muito famosa e conhecida pelo publico chamada “borbulhas de amor” que continha os seguintes versos:

“Tenho um coração
Dividido entre a esperança
E a razão
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera...
Esse coração
Não consegue se conter
Ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura...
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Prá te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti...
Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti...”

Na momento em que o verso que começava com "quem dera ser um peixe" o publico cantava com o dobro de entusiasmo, inclusive o casal que elegi para a entrevista.

No final da música continuei indo em direção aos dois e fiz as seguintes perguntas:
- Por que vocês estão mais perto um do outro levando em conta como estavam antes do show e por que a depender do trecho da música vocês demonstram mais intimidade? O homem respondeu que quando ouve os versos sente-se como o próprio compositor que dedica a música para sua amada e a mulher disse que se sente mais segura ouvindo da boca do seu parceiro tais versos.

Não me aprofundei muito pois, estava começando a encher para o próximo show que seria no local onde estava e curiosamente as pessoas que chegavam no local eram diferentes das que ali já se encontravam, o público de Fagner parecia ser mais vivido, de mais idade enquanto o pessoal que chegava era mais novo, com aparência de shopping, vulgarmente chamado de Playboys e Patricinhas, as roupas, bebidas, cortes de cabelo eram diferente dos do publico anterior.

Quando a banda “Danielzinho Quarto de Milha” subiu ao palco eu já estava exausto então optei por ir embora.

A DESPEDIDA

Quando fui embora, o caminho de volta estava mais difícil, tinham mais pessoas em todos os lugares, aproveitei uma abertura que os policias militares fizeram usando seus bastões de madeira,chamados de cassetete e consegui chegar ao ponto de partida.

Ao chegar no local onde deixei o meu carro não encontrei o segurança, joguei o ticket no lixo e fui embora.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Argumentos


Em resposta ao texto Passagem de:
Allysson Thierry

Argumentos

e se a cada luz
de um novo suspiro
deste seu tormento
dilacerante feito vento
saia da órbita dos teus pensamentos
por que tanto sofres em teus lamentos?
buscando refúgio em teu ludibriado argumento
feito nave fora de seu trajeto
que faz de cada movimento
um experimento
como uma estrela cadente
pixando o céu, imponente
prelúdio de um requiem incandescente
tornando-se então saga
de apenas mais um capitulo adolescente...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Espectro


parecia uma noite comum, o clima ameno, o céu nublado, as bebidas geladas, a comida saborosa, as pessoas sorrindo, conversando, se distraindo, cada coisa no seu devido lugar.

O som alto, a conversa divertida, tudo isso proporcionava a sensação de calmaria, uma calmaria plena, sublime... Eis que por volta da meia noite uma brisa surge acompanhada de alguns pingos de chuva, a calma ainda assim pairava no ar, quando em minutos a chuva aumentou e então seguimos para a sala de estar, levamos os cigarros e as bebidas, uma das pessoas, ainda caida de bêbado continuou na rede do lado de fora, exausto, mesmo com a chuva caindo... Na sala, ainda fumávamos e bebíamos o que ainda tinha, apesar de toda diversão, aquela noite já era a terceira noite que estávamos ali então o cansaço era efetivo e claramente perceptível, após algum tempo, aos poucos, um e outro levantou para ir ao quarto dormir, no fim, havia sobrado, eu e mais dois que ao perceber que estava tarde fomos para o quarto, mesmo sem sono, antes disso, ainda, fizemos uma seleção de álbuns de John Frusciante e deixamos o som em um volume razoável.

No quarto, o ventilador ligado, o cheiro de urina, alguém havia mijado no chão na noite anterior e não tinha limpado, a sombra da luz da sala, o barulho da chuva da no telhado e mais alguns cigarros. A cama ainda fria e úmida com um forte cheiro de mofo sufocante me fazia tossir até perder o ar, o cobertor com um forte cheiro de corpo, que chegava a incomodar.

Mais uma hora se passou e continuávamos a conversar, agora no quarto, eis que uma sensação de observação pairou no ar, sentíamos, comumente, a presença de algum ser indescritível a nos observar, foi aí que o medo tomou conta de nossos corpos, alguns minutos depois a sensação era de que estávamos voando, foi quando levantamos os três juntos e fomos a porta para ver o que estava acontecendo. Ao abrir a porta a casa estava flutuando e já longe do chão e ao redor da casa tinha uma luz parecendo um espectro bem denso e luminoso, as cores mais comuns dos feixes de luz era verde, amarelo e vermelho, e às vezes elas se juntavam e derivavam algumas outras cores, o som que era emitido da luz era relaxante, mas não conseguíamos nos acalmar, o medo só aumentava, os calafrios e o frio também, eu sentia o meu suor escorrendo pelo rosto tão frio que parecia pingos de chuva, logo em seguida a luz ficou tão forte e foi ficando tudo branco e o som era tão agudo que não conseguíamos mais ouvir o que o outro dizia, nesse instante eu apaguei e acordei na tarde seguinte já na cama, no mesmo lugar que estava antes de me levantar e não lembrava de mais nada após a luz e o som.

Quando eles acordaram perguntei se alguém lembrava da noite anterior, da casa flutuando das luzes e do som e eles ficaram rindo dizendo que a gente havia dormido e eu deveria ter sonhado isso, mas, eu tenho certeza do que vi e senti.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mala Vermelha...


Um dia comum, eu, me programava para minha primeira viagem, apenas a minha primeira viagem.

Fui à casa de minha mãe e pedi emprestado uma mala que era do meu pai que a minha mãe insistia em não me emprestar, pois dizia que ela guardava lembranças, lembranças de viagens que meu pai nunca tinha feito... Insisti em levar a mala, mesmo assim.

Eis então que entro no avião e não sentia nada, continuava tudo normal, não conseguia sentir nada, absolutamente, NADA...

Já ia me esquecendo, um amigo estava me levando ao aeroporto e me deu um livro que esqueci o titulo, mas o alto era: Gabriel Garcez, nunca tinha ouvido falar... Ao me entregar o livro ele disse: Quando ficar entediado, leia.

Passei 14 no avião com destino a França, assim que aterrissamos peguei o primeiro taxi para o hotel, eu não sabia, mas a CIA aérea levava a mala para o endereço do hotel, devia ser algum tipo de serviço que a CIA onde comprei a passagem fazia, quando cheguei no hotel e me dirigi ao balcão o atendente, um homem com seus 50 e poucos anos me encaminhou para meus aposentos, era um hotel simples, sem muito luxo, aliás, sem luxo algum, parecia um albergue... Ao chegar no quarto procurei minha mala e não a encontrei, me dirigi, novamente, ao balcão e perguntei:

- Senhor, onde está minha bagagem?

Ele respondeu:

- Que bagagem? essa que o senhor carrega?

Eu respondi, já irritado, é eu sou irritado por natureza:

- Claro que não, eu estou me referindo a minha mala vermelha que a empresa deveria ter entregue ao senhor...

Ele me olhou com uma cara arrogante e sorriu dizendo:

- Aqui não entregaram nada e nem avisaram nada, procure a CIA aérea.

Eu, já muito irritado e sem minha mala me dirigi ao aeroporto, chegando lá fui ao guichê da empresa que viajei e perguntei a atendente onde estava minha mala e ela respondeu:

- Todas as bagagens que vieram no seu voou já foram entregue, tem certeza que não está no hotel? Vou da uma olhada para ver se houve algum engano...

Eu, já muito puto, doido para quebrar a cara daquela mulher com sotaque irritante, me sentei e esperei ela voltar.

- Senhor, eu chequei com o pessoal de entrega e eles disseram que tudo que estava endereçado foi entregue, pode ter havido algum engano, iremos entrar em contato com as pessoas do voou, até lá o senhor pode esperar no hotel que entraremos em contato com o senhor assim que tivermos alguma resposta, preencha esse formulário descrevendo sua bagagem e o que tinha dentro dela...

Nem esperei a moça terminar de falar e disse:

- Caso não encontrem minhas coisas eu vou entrar com um processo contra vocês, eu estou em um país desconhecido sem roupa alguma...

Preenchi o papel enquanto ela tentava falar alguma coisa que eu nem prestei atenção, eu só queria ir embora dali.

Voltei para o hotel e fui dormir.

Paralelo a todo esse transtorno e voltando ao desembarque...

Uma moça loira chega a casa de seus tios depois de algumas semanas sem os ver, molhada, pois estava chovendo e enquanto ela "matava a saudade" sua tia disse:

- Sua mala chegou faz 2h, eu pensei que você viesse com eles...

- Minha mala? tudo que eu trouxe já está aqui comigo, deixe me ver.

Curiosa, foi entrando e percebeu que haviam mandado a mala pra pessoa errada, era a minha mala e que por algum motivo idiota tinha sido entregue nas mãos erradas, restava agora esperar pela boa vontade e honestidade dessa moça para devolver minhas coisas.

A empresa começou a ligar para as pessoas que tinham sido desse mesmo voou até que ligaram para a moça.

- Senhora, houve um engano na hora da entrega das malas e estamos ligando para todas as pessoas que viajaram no voou X, precisamos da ajuda da senhora, por acaso a senhora não recebeu uma mala vermelha com tamanho X por engano?

A moça então respondeu:

- Não senhora, não recebi nenhuma bagagem com essas características, mas espero que vocês encontrem logo, se precisarem de mais alguma coisa, podem entrar em contato comigo.

- Ok, senhora, desculpe incomoda-la.

- Disponha.

Ela se negou a devolver minha bagagem, o que ela queria e por que havia mentido?

Passou um dia e ela começou a mexer na mala, fuçar meus pertences, minhas camisas, calças, tênis e meu livro...

Os dias foram passando e a moça já havia voltado as suas atividades normais, ela era redatora de um jornal local. Ela todos os dias cheirava minhas roupas e já tinha começado a ler o livro, até que percebeu que estava "apaixonada" por mim e começou a imaginar como eu era, passava as horas de folga lendo meu livro e vestindo minhas roupas até que uma hora ela decidiu devolver a mala.

Dentro da mala tinha o endereço do hotel onde eu estava, mas não tinha meu nome, só o nome de meu pai numa etiqueta por dentro da mala, foi então que a moça se dirigiu ao hotel e perguntou ao balconista por meu pai, já que ela imaginava que o dono da mala era o mesmo que estava escrito na etiqueta, o atendente disse que não havia nenhum hospede com aquele nome, nos aposentos do hotel, então a moça, desiludida foi embora.

Logo em seguida a moça começou a tirar fotos com minha câmera, tirava fotos dela e de pessoas e lugares que ela frequentava, ela pensou até em publicar um texto sobre a mala vermelha.

Até que um dia, sem acreditar que eu não existia, ela, pega a mala e volta ao hotel, junto com as fotos e deixa no saguão do hotel, num lugar que todo mundo que entrasse no hotel enxergaria com facilidade, o dono do hotel e também balconista, viu a mala e lembrou do que o eu havia dito sobre a mala vermelha e quando eu cheguei, me perguntou se era aquela a minha mala e eu surpreso respondi:

- Onde encontrou a mala? quem trouxe?

Ele respondeu:

- Não sei, achei que alguém tivesse perdido, mas quando olhei direito para ela, lembrei do que o senhor havia dito sobre sua bagagem, então peguei e guardei ela comigo.

- Porra, como assim? o que será que aconteceu?

...

Agradeci ao dono do hotel e fui pro meu quarto com a mala, quando abri a mala vi algumas fotos, notei que minhas roupas estavam amassadas e meu livro não estava ali, comecei então a ver as fotos muitas delas turvas, noutras, varias pessoas e lugares diferentes, na maioria das fotos turvas tinha sempre a mesma moça, loira, branca, estatura mediana, mas não dava pra enxergar direito o rosto, mas, sempre que tinha ela nas fotos, tinha uma peça de roupa minha e notei também um sorriso no rosto dela. Vendo as fotos com mais calma comecei a perceber que pareciam pistas para eu encontra-la.

Peguei um taxi e pedi ao motorista que me levasse em alguns lugares das fotos e o motorista me levou tranquilamente, ele disse que todos aqueles lugares eram lugares fáceis e muito visitados, então comecei a analisar as outras fotos e a perguntar as pessoas se sabiam onde era os outros lugares, mais fechados, até que encontrei o lugar onde ela estava na maioria das fotos e fui até a casa. Chegando lá, bati na porta e uma senhora de uns 38 anos atendeu a porta, então eu perguntei se era ali que vivia a moça das fotos, ela, como era de se imaginar, ficou com medo e perguntou que eu era, foi então que expliquei toda minha história e ela confirmou os acontecimentos, mas, a moça tinha saido com um colega de trabalho, disse a sua tia.

Então, tive a seguinte idéia, tirei uma foto minha em um dos lugares que ela esteve e deixei na porta da casa dela, na foto dizia para ela ir até o local tal no dia tal e na hora tal.

O dia D havia chegado e eu estava ansioso para saber o que aquela moça tanto fez com minhas coisas e qual o por que de tanta obsessão, não vou negar, essa história além de ter me deixado muito curioso estava me deixando com tesão também, mas não era um tesão comum, era algo novo, algo que nunca senti, algo que não sei explicar.

Lá estava eu, sentado, nervoso, à espera da tal moça louca, quando de repente ela vem se aproximando e sorrindo para mim, como quem já me conhecia há séculos, eu, ainda nervoso, retribui o sorriso e num segundo enquanto nos aproximávamos no tempo em que chegamos bem perto, nos beijamos sem dizer uma palavra, depois do beijo, caminhamos na beira de um lago e jantamos num lugar perto dali mesmo que ela mesma indicou.

Após o jantar, bebemos um pouco mais e fomos para o hotel e lá no hotel, no quarto mais precisamente, acabamos transando e eu senti tudo que nunca havia sentido antes e logo que terminamos continuávamos a conversar quando ela falou:

- Adorei seu livro, eu te imaginava todo o momento por causa desse livro.

Foi quando eu sorri e disse:

- Não fui eu quem comprei, na verdade, nem li, quem me deu foi meu amigo, poucos minutos antes de eu viajar e me disse pra ler se eu me sentisse entediado por aqui, mas nem pude ler, você ficou com minha mala...

Foi quando um silêncio insuportável encheu o nosso quarto, ela fazia uma cara de decepção, foi então que perguntei:

- O que você está sentindo, parece ter se decepcionado comigo por eu não ter sido a pessoa que você pensava que fosse, por causa do livro...

ela, já olhando para o teto e debaixo do cobertor respondeu:

- Eu não sei o que estou sentindo agora...

Foi então que nos viramos e adormecemos, logo que amanheceu eu notei que ela estava se levantando, mas, não me acordou então preferi fingir que não vi nada.

No dia seguinte, havia chegado a hora de partir, eu, ainda sem entender muito o que estava acontecendo preferi nem ir atrás dela e foi assim que aconteceu, nunca mais nos vimos, nem tivemos mais contato...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Estranhamento do Familiar

"odeio pessoas que mentem pra si mesmo..."

Talvez eu até me enquadre nisso, mas tem um assunto que não consigo mentir pra mim mesmo ;)


video

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Society - eddie vedder

Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free
Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space
Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...
There's those thinking, more-or-less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...
Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...
Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...


Eu geralmente escrevo coisas minhas, mas, parece que foi feito pra mim e ou por mim, entao tá valendo :D

quinta-feira, 31 de março de 2011

Pingos

E aquele canto, sempre, evitado, hoje, habitado com minha vasta ilusão de que, nunca, esperei, por algo sempre almejado, na verdade, evitado, novamente, está, hoje, ocupado no sentido, conjugado, no sentido de apertado e dividido, mas nunca, esculachado, que por vários dias\anos alcançados, vi em minhas noites, um dia, degustado, e que numa sinopse de fatos viera à tona numa seqüência de buracos, tapados e "cridos" como esquecidos no vácuo se mostram de uma só vez numa explosão de planos e objetivos utopicamente levantados e que por apenas um fato nunca deixara de ser real, mesmo acreditando que nunca virá a ser o que eu realmente quero, mas que numa unica lua, cheia de pingos d'agua me fizeram sentir como se os meus 12 anos de idade fossem efetivos, ahh os pingos, saboreados com tanto entusiasmo, com tanta dedicação, ahh meus 12 anos, ah esses 12 anos, irresponsáveis, sempre tão idealizados, sempre tão observados, tanto que consigo ver o gosto dos pingos em meus dedos, em meus olhos, em meus ouvidos, ahhh verdadeiros pingos...