quinta-feira, 31 de março de 2011

Pingos

E aquele canto, sempre, evitado, hoje, habitado com minha vasta ilusão de que, nunca, esperei, por algo sempre almejado, na verdade, evitado, novamente, está, hoje, ocupado no sentido, conjugado, no sentido de apertado e dividido, mas nunca, esculachado, que por vários dias\anos alcançados, vi em minhas noites, um dia, degustado, e que numa sinopse de fatos viera à tona numa seqüência de buracos, tapados e "cridos" como esquecidos no vácuo se mostram de uma só vez numa explosão de planos e objetivos utopicamente levantados e que por apenas um fato nunca deixara de ser real, mesmo acreditando que nunca virá a ser o que eu realmente quero, mas que numa unica lua, cheia de pingos d'agua me fizeram sentir como se os meus 12 anos de idade fossem efetivos, ahh os pingos, saboreados com tanto entusiasmo, com tanta dedicação, ahh meus 12 anos, ah esses 12 anos, irresponsáveis, sempre tão idealizados, sempre tão observados, tanto que consigo ver o gosto dos pingos em meus dedos, em meus olhos, em meus ouvidos, ahhh verdadeiros pingos...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sujeito

Eu gosto muito de viajar nos blogs da vida, sejam eles online ou nao.

Tem um blog{online) que sempre leio, tem textos muito interessantes, a proposta do blog de inicio parecia ser e o autor auto descrevia, imparcial, mas eu nunca acreditei e nem nunca me provou isso os textos, há essa pequena contradição, mas é isso que me prende a esse blog...

Vários de seus textos são direcionados a assuntos que o autor vive no seu dia-a-dia e cada texto tem um "q" de vontade de botar o dedo na cara de cada pessoa anônimamente, citada, e por que não dizer: julgada?

Pois bem, estou comentando sobre isso por que não tenho o que fazer e estou sem sono as 03:52 min e toda vez que leio fico com vontade de perguntar ao autor o motivo para tanto desapreço com essas situações e ou qual o por que de tanto incomodo com a vida alheia, talvez até com uma única pessoa...

Em seus textos leio muitas referências de liberdade, de paciência, de mente livre, corpo são, mas o que consigo ver é uma pessoa atormentada que não consegue viver sem aquele problema e usa o problema para acalmar a sua própria angústia, o que eu acho totalmente válido, afinal, nada é imparcial, tudo tem fundamento, esse é o tesão de escrever, pelo menos assim vejo e assim compreendo em tudo que leio, creio que ninguém escreva sem pensar no que está escrevendo, mesmo quem escreve "free handed" tem uma preocupação com a sua obra, isso se chama, na minha opinião, coerência. Ao menos que o autor siga o nada pelo nada, o que não é o caso da pessoa citada.

Continuarei a ler todos os posts dessa pessoa com o mesmo entusiasmo de um virgem em seu primeiro contato, mas espero que algumas coisas fiquem mais claras para a pessoa e ela comece a ser mais coesa com relação a ações e o que quer que seja, na verdade, não me incomoda em nada, como eu disse, me sinto até sendo a pessoa acusada, eu adoro a sensação de julgamento lançada nos textos, adoro mesmo e se for mudar o texto, que mude só os sujeitos e predicados ;)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Foge foge super-heróis


Esses dias estava eu aqui em casa, no feriadinho de carnaval, quando numa conversa, uma amiga me recomendou um seriado que dizia combinar comigo e que eu gostaria de certeza.

Pois bem, fiquei bem curioso e ao mesmo tempo queria desaponta-la em dizer que ela não ia acertar o meu gosto, pois sempre achei muito "peculiar", mas, não me contive e fui procurar o tal seriado para baixar.

Enquanto procurava o seriado comecei a ler as sinopses e até quase leio alguns "spoillers" da série, bom, eis algumas informações que coletei ao pesquisar:
www.google.com.br , lá digitei: misfits baixar , o site me retornou assuntos relacionados a banda, tradução da palavra, e a série, pois bem, li as informações que diziam algo do tipo: série inglesa de humor negro( meus olhos brilharam ao ler a parte do humor negro ) em live action que conta a história de um grupo de jovens delinqüentes que são atingidos por uma tempestade misteriosa que lhes dá poderes estranhos.

Ao começar a assistir notei que a série parecia muito com um monte de outras séries que já vi, mas insisti em ver, as piadas toscas, sotaques carregados me prendiam ao primeiro capitulo, assim como também eu começava a notar críticas a vários assuntos, até então críticas bem de leve, apenas alfinetadas.

Logo no primeiro episódio alguns personagens começam a perceber que tem poderes e passam logo de cara por um contratempo, pequeno, diria eu já lembrando do futuro da série.

Bom, vamos aos personagens, são todos adolescentes irritantes e egoístas, e cada um com uma personalidade totalmente diferente da do outro, todos de personalidades forte, exceto um que se mostra tímido e é motivo de booling... Mais uma característica comum de todas as séries enlatadas.

A partir do segundo episódio comecei a perceber o significado de cada poder e o por que de ter despertado em cada um deles, vale frisar que desde o primeiro episódio me deparei com um personagem que parece muito comigo e me "irritei" de certa forma.

Sem mais spoillers sobre a série que acabei por viciar, vale a pena conferir de verdade essa série, Misfits é o nome dela e não tem muito a ver com a banda a não ser pelo fato de umas mensagens meio que subliminares no decorrer dos capítulos que parece fazer referencia a banda...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Insônia...


Noite passada, estava eu sem conseguir dormi, rolando pela cama, quando decidi dá uma volta pela casa.

Levantei e, com as luzes todas apagadas, caminhei em direção a porta do meu quarto, dei passos curtos e minuciosos, pois o breu tomava conta do ambiente... Aos poucos minha visão foi acostumando com a escuridão e já dava para enxergar o chão da sala de estar, então continuei a caminhar lentamente e fui em direção a cozinha quando escuto bem de longe o som de mastigadas, mas não era um mastigar comum, era algo do tipo roendo, só que lentamente. Minha curiosidade aumentava a cada passo que dava e o som aumentava na mesma intensidade quando de repente me deparo com uma figura sentada na mesa de jantar, a degustar, vagarosamente, uns biscoitos cream-craquer, que tinha deixado mais cedo ali na mesa. Era um ser de olhos avermelhados, pelos acinzentados, calda fina e longa, usava bigode e um chapéu a lá mordomo de filmes ingleses, tinha dois dentes pretuberantes e segurava uma bengala em seu braço direito.

Ao me ver, o sujeito tomou um susto e soltou o biscoito, no mesmo tempo em que fitara os olhos em mim, como quem estivesse com medo de minha presença, foi quando falei:
- Oi, tudo bem? O que faz ai sentado à minha mesa a esta hora?

Ainda, meio chocado e com as patas a tremer, respondeu com voz aguda e trêmula:
- Tudo e o senhor? Eu estava com fome e decidir sentar à mesa a essa hora, me desculpe se te acordei...

Puxei outra cadeira e sentei-me ao seu lado e disse, com ar de desdem...
- Hora... Eu estou ótimo, tirando essa insônia horrível que me persegue, estou ótimo e o senhor não me acordou, como disse, estou com insônia... Quer uma xícara de café ou chá?

O indivíduo, já mais calmo e já a roer lentamente sua bolacha, respondeu:
- Sim, sim, um pouco de chá por favor.

Levantei e fui até a prateleira e peguei uma xícara e uma colher, fui em direção ao fogão ascendi uma boca e coloquei água no bule para esquentar, nesse meio tempo perguntei ao rapaz qual era o seu nome.
- Me chamo mickey e o senhor?

- Eu me chamo Pedro Ivo, e dei um sorriso de brodagem para o rato.

- Sempre te vejo vendo tv ou no computador, mas sempre a noite, você faz o que durante o dia? Perguntou o rato.

- De dia eu trabalho, com computadores, montando, dando assistência as pessoas que não entendem muito e por ai vai e a noite eu faço faculdade, e o senhor, o que faz da vida? Qual sua idade?

- Eu?! Hummm, então, de dia eu quase sempre estou dormindo, geralmente acordo a noite para procurar comida, para mim e para minha familia, você já deve ter visto minha familia por aqui ( ele já usava o pronome "você" ao invés de "senhor" ).

- Sim, vi sim, sempre vejo seu filho passeando pela minha cozinha, como ele se chama e qual a idade dele?

- Ahh, aquele menino não tem jeito, o nome dele é Willi e ele tem 6 meses, você sabe que nós ratos vivemos em media 2 anos, aqui no Brasil né? Eu tenho 1 ano e 3 meses :D

- Hum, legal, então você só tem esse filho e sua esposa como se chama?

- Minha esposa se chama Minnie, ele tem 1 ano de idade e tínhamos mais 2 filhos, mas eles comeram algo envenenado e morreram :/

- Meus pêsames, mas então, você sempre viveu por aqui né?

- Sim, meus pais moravam aqui, eu nasci aqui e não pretendo me mudar, a comida não é lá essas coisas mas a gente sobrevive muito bem por aqui :D

No meio tempo da conversa a água já estava fervendo e eu me levantei pra preparar o chá e depois de pronto servi.

- Mickey, vou fumar um cigarro, tá afim?

Ele nem respondeu e já foi levantando com sua bengala e a xícara na outra mão, fumamos uns três cigarros enquanto conversávamos e foi quando o sono veio e eu me despedi dele e fui para minha cama, ao me deitar fiquei me perguntando sobre a comida que comia todos os dias, eu achava que me alimentava bem e o rato levantou essa questão que até hoje martela na minha cabeça, será que o que eu como é mesmo bom?